quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Zorba, o Grego
A dança de Zorba, o Grego era um número muito apreciado lá em casa quando eu era menina e moça.
Eu e o meu primo fazíamos desta dança um número de família. Considerando que não tínhamos idade para ir ver o filme ao cinema não me consigo lembrar como aprendemos. Mas pronto, lá fazíamos o nosso número.
Até ao dia em que, numa reunião familiar, fomos instados a fazer a gracinha mais uma vez e o meu primo, sabe-se lá porquê, resolveu não colaborar. Lá estava eu a dar os saltinhos e a levar o joelhito ao chão e ele nada, apesar da insistência cada vez maior do pai para se começar a mexer.
Não se mexeu e, num acesso que era, infelizmente, frequente, o meu tio sacou o cinto das calças e o meu primo levou pela medida grande. Uma imbecilidade, bem sei, mas os tempos eram outros.
Eu parei a dança, completamente aterrada, a achar tudo aquilo uma enorme injustiça e, que me lembre, nunca mais dancei aquela treta.
Zorba e os restantes gregos ficaram para sempre associados a festa estragada e porrada de criar bicho.
E assim continuam.
Cá estamos nós, portugueses, aos pulinhos, a ajoelhar até não poder mais e, apesar de dançarmos ao som da música como nos mandam, a levar porrada todos os dias e os gregos, os sacanas dos gregos que começaram a dança, a estragarem a merda da festa.
(Ok, concedo que a culpa também é nossa, que gostamos demasiado de bailaricos e festarolas...)
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